quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

As palavras difíceis do Vale Negro - Parte 3

Para encerrar esta saga pela língua portuguesa, com vocês a parte 3 das Palavras Difíceis do Vale Negro! Hoje, da cena 9 até a cena 15.
Que tal continuarmos no clima de romance em que estávamos no último post? Mais alguns elogios para sua donzela!
Tenra é uma mulher delicada. Opípara, capitosa e rubicunda já é um pouco mais difícil: Significa avantajada, avermelhada e forte. Não é à toa que é um elogio que, na peça, veio da Agatha, né? Maviosa é suave, serena. Um pouco melhor! 
Um daguerreótipo moderninho.
E você sempre pode dar daguerreótipos (retratos) para sua amada: ela não vai reclamar.
Rádio IF-SC, sempre ajudando você a se amancebar (relacionar)!
Mas vamos olvidar (esquecer) esses elogios. Agora vamos para o total oposto: os vitupérios (insultos) do Vale Negro! Palavras dignas de venenos como o arsênico, e fortes como o fel (líquido digestivo).
Um biltre é o mesmo que um pária: alguém desprezível, repulsivo. Uma parva é uma tola, alguém que costuma cair em perfídias (enganos) e acaba em situações ignominiosas (vergonhosas). 
Górgona.
Esbirros são capangas, que geralmente são também sicários (assassinos de aluguel).
Cuidado para não ficar desditoso (infeliz) ao ler esse texto! Afinal, tivemos uma intempérie (mudança para pior) nunca vista antes por aqui! 
Até porque esta última parte das palavras difíceis foi que nem o melodrama: do bem para o mal. Palavras capazes de amaciar corações ou de petrificar a própria Górgona (criatura mitológica com cabelos de serpente que petrificava com o olhar).



E assim chegam ao fim as palavras dificeis do Vale Negro! Mas não se preocupe, no seu dicionário há sempre palavras mais difíceis para achar. Até mais!



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